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Um Olhar

 

VALE DO MINHO 2.0

Por Francisco Jaime Quesado (*)

Aí está o novo desafio para o Vale do Minho. Fazer do horizonte 2.0 uma nova plataforma de articulação entre os diferentes actores, consolidar as “competências centrais” da Região e qualificá-las duma forma estruturante como plataformas únicas de criação de valor e consolidação da diferença. O Vale do Minho tem que se assumir como uma Região Aberta onde o “diálogo” se assuma como a fórmula certa de encontro do passado com o futuro, que permita “ir a jogo” na difícil competição global das regiões pelo sucesso na atracção e fixação de  investimento e talentos.

A essência deste novo Vale do Minho  2.0 tem que se centrar num conjunto de novas “ideias de convergência”, a partir das quais se ponham em contacto permanente todos os que têm uma agenda de renovação do futuro. Importa acelerar  uma cultura empreendedora no Vale do Minho. A matriz comportamental da “população socialmente activa” no nosso país é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva.  Importa por isso mobilizar as Capacidades Positivas de Criação de Riqueza. Fazer do Empreendedorismo a alavanca duma nova criação de valor que conte no mercado global dos produtos e serviços verdadeiramente transaccionáveis.

A ausência da prática de uma “cultura de cooperação” tem-se revelado mortífera para a sobrevivência da Região. No Vale do Minho 2.0 só sobreviverá quem conseguir ter escala e participar, com valor, nas grandes Redes de Decisão. Numa Região, as Empresas, as Universidades, os Centros de Competência Políticos têm que protagonizar uma lógica de “cooperação positiva em competição” para evitar o desaparecimento. Querer cultivar a pequenez e aumentá-la numa envolvente já de si pequena é firmar um atestado de incapacidade e de falta de crença no futuro. Por isso, importa potenciar e verdadeiramente reforçar uma “capacidade de cooperação” positiva, com dimensão estratégica capaz de se consolidar a médio prazo.

O Vale do Minho tem uma oportunidade única de potenciar um novo paradigma de dinamização de  espaços, voltados para a qualidade, a criatividade, a sustentabilidade ecológica. Verdadeiros centros de modernidade  participativa, que façam esquecer a dinâmica asfixiante das “âncoras comerciais” que são os modernos shoppings que dominam as cidades portuguesas e a sua envolvente.  Um Programa de Modernidade dos Espaços, na linha do que muitas Regiões já fizeram,  é vital para dar conteúdo estratégico ao Renascimento da dinâmica de participação e mobilização urbanas dos cidadãos portuenses.

Pretende-se também um Vale do Minho 2.0 mais equilibrado do ponto de vista de coesão social e territorial. A crescente (e excessiva) metropolização do país à volta de Lisboa torna o diagnóstico ainda mais grave. A desertificação do interior, a incapacidade das cidades médias de protagonizarem uma atitude de catalisação de mudança, de fixação  de competências, de atracção de investimento empresarial, são realidades marcantes que confirmam a ausência duma lógica estratégica consistente. Não se pode conceber uma aposta na competitividade estratégica do país sem entender e atender à coesão territorial. O Vale do Minho tem uma palavra fundamental a dar nesta matéria.

O desafio 2.0 tem que ser desenvolvido. Fazer do Vale do Minho a Oportunidade Possível duma Região onde o Conhecimento e a Criatividade sejam capazes de fazer o compromisso nem sempre fácil entre a memória dum passado que não se quer esquecer e um regresso a um futuro que não se quer perder.


(*) Gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento

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