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Sistemas de Condução das Ramadas
As ramadas podem ser conduzidas segundo o sistema de arjões, ramadas, bardo, cruzeta e cordão: Arjões – entre as várias árvores plantadas nas bordaduras dos campos era usual estender fios de arame até à altura de 6 a 8 metros e deixar as videiras subir e expandir-se. Ramadas ou latadas – estruturas horizontais de madeira ou de ferro e arame e assentes sobre esteios, geralmente de granito. Este sistema surgia muitas vezes conjugado com outras culturas, sendo o mais comum o cultivo das batatas debaixo das ramadas. Bardo – linha de esteios com 1,5 a 2 metros de altura, espaçados de 6 a 8 metros, que sustentam 4 a 6 arames. As videiras são plantadas geralmente num compasso apertado (cerca de 1m de intervalo) e espalmadas, permitindo-se que comecem a frutificar à altura do primeiro arame. Cruzeta – um poste vertical com 2 metros de altura ou mais e outro horizontal formam uma cruz. O poste horizontal mede entre 1,5 a 2 metros e deve situar-se entre 1,5 e 2,5 metros do solo. As extremidades dos braços das sucessivas cruzes, que devem distar entre si 5 a 8 metros, são unidas por um fio de arame. Junto de cada cruzeta plantam-se quatro videiras que acompanham, aos pares, os braços da cruz, seguindo depois cada uma o seu arame. Cordão – linhas de esteios espaçados entre 6 e 8 metros e distantes entre si de 2,5 a 3 metros, nos quais se apoiam arames a partir de 1,2 metros de altura. Pode optar-se por cordão simples (um só arame de apoio à videira) ou por cordão sobreposto (2 arames para suportar as videiras).
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